HISTÓRICO DA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO  DE OROBÓ E  CRIAÇÃO DA PRIMEIRA CAPELA

 

O que levou à criação da 1ª Capela, na primitiva vila de Queimadas, segundo entrevista realizada co o Sr.  José Távora Sobrinho, tronco da Família Távora ainda remanescente na cidade,  foi sem dúvida a chegada do Sr.  Manoel José de Aguiar, que ocupava uma seismaria e constrói em frente a sua residência uma Capela para prática dos serviços religiosos.

Como Padroeira, escolhe Nossa Senhora da Conceição. O ano de Fundação da capela é 1792, conforme Documento Pastoral. Esta Capela Primitiva foi sendo reformada em toda sua estrutura arquitetônica, e hoje, temos uma igreja, cuja arquitetura chama atenção de todas as pessoas que a visitam.

A Imagem de Nossa Padroeira, é de Origem Portuguesa, portanto foi trazida por Manoel José de Aguiar, sendo portanto, toda trabalhada em madeira e mede, no entanto 1,20m de altura. É histórica influência da Paróquia na vida Social e Vocacional da cidade.

O primeiro Sacerdote a dirigir a Paróquia foi sem dúvida o Padre Plínio Teixeira Pequeno, exortando a comunidade um verdadeiro relacionamento Cristão. Todavia  no ano de 1918, precisamente no dia 02 de agosto foi criada a Diocese de Nazaré da Mata, a qual a Paróquia de Orobó fica subordinada. Seu 1º Bispo Foi Dom Ricardo de Castro Vilela.

Todo acervo das Paróquias da região foram transferidos para Nazaré da Mata, desmembrando-se assim da Arquidiocese de Olinda e Recife.  Além do Padre Plínio Teixeira, tantos outros passaram pela Paróquia prestando seu trabalho ao povo de Deus. Podemos dizer assim que, segundo as pesquisas no livro de Tombo, desde a criação, até os dias atuais, foram 25 Padres que passaram por esta Paróquia.

No livro de Tombo volume 01, no dia 10 de janeiro de 1918, por decreto do Exmo. Revmo. Dr. Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra, Arcebispo de Olinda foi criada a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Queimadas, atual Orobó.

Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra, Arcebispo de Olinda e Recife em 1918.

 

No dia 13 do mês e ano citado acima, deu-se a instalação da Paróquia e posteriormente, a nomeação do seu  1º Vigário, O Revmo. Padre Plínio Teixeira Pequeno.

Entretanto, no dia 11 de setembro de 1928 é criado o município pela lei Estadual número 1931, sendo Governador do Estado de Pernambuco o Exmo. Sr.  Dr. Estácio de Albuquerque Coimbra. Já no dia 15 de novembro de 1928, torna-se historicamente a instalação da cidade e consequentemente a posse do 1º Governo Municipal tendo como representante do Executivo o Coronel Abílio Aprígio de Souza Barbosa. Dando Continuidade a esse enfoque hidtórico, no dia 1º de janeiro de 1929, tivemos a instalação do termo Judiciário e início da vida Administrativa do Município.

Historicamente e Teologicamente, ainda no 1º volume do livro de Tombo da Paróquia, oficialmente documentado, tivemos a construção de 08 Capelas, sendo 04 públicas e 04 semi públicas à partir de 1918, isto com a criação da paróquia, estas Capelas foram construídas e existentes nos engenhos e fazendas pelos próprios proprietários e seus recursos financeiros, são elas:

CAPELAS PÚBLICAS:

01-São Sebastião de Jussaral, duas léguas da Matriz, com cemitério e patrimônio.

02-São João de Lagoa de Japaranduba, três léguas da Matriz com patrimônio.

03-São Severino de Gotina (atual Matinadas), três léguas e meia da Matriz com patrimônio.

04-São José de Sirigy, quatro léguas da Matriz, com cemitério ainda em construção (na época) e patrimônio.

 

CAPELAS SEMI PÚBLICAS: 

01- São João de Serra Verde (engenho na época), distante três léguas da Matriz, hoje propriedade da Família Ribeiro.

02- São José de Tanques, (antes engenho), hoje comunidade de propriedade da Família Aguiar, distante três léguas da Matriz.

03- Santo Antônio de Figueiras (engenho na época) légua e meia da Matriz.

04- São Sebastião de Belmont (sítio), freguesia de Bom – Jardim, distante légua e meia da Matriz.

 

Imagem da Padroeira

Igreja Matriz